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Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio VI)

6. Relatos (cont.)

A Professora

Vou relatar com as minhas palavras e resumidamente o que Marta nos contou. Ela tivera, na adolescência, uma professora particular de matemática. A partir de um determinado número de aulas, ela notou que a professora a olhava de um modo um tanto penetrante. Resolvida a descobrir que atitude era aquela, Marta passoua escolher dias em que que sua mãe saía para fazer compras e passou a receber a professora vestida com uma blusa por cima da pele, os primeiros botões abertos. Ela logo percebeu que aquela mulher de cerca de vinte e seis anos, sentada ao seu lado, olhava insistemente para dentro da sua blusa. Marta continou a se vestir assim até que cerca de três semanas depois, enquanto resolvia um exercício sob o olhar da professora que estava de pé por trás do seu banco, sentiu a mão pousar suavemente em seu ombro e descer por dentro da blusa para ir acariciar seus seios. Foi um instante de silêncio profundo e de intensa emoção. Pela primeira vez, Marta sentiu-se molhada por um estímulo não diretamente provocado por ela própria. Muito perturbada, a professora encerrou bruscamente a aula e Marta nunca mais teve mais notícias dela.
- Que aula, hein! exclamou Tomás. Você seria capaz de me dizer qual era o assunto do dia? Ha! Ha!
- Engraçadinho! retrucou Marta. Claro que naquele dia a aula praticamente não existiu. Apesar de ter preparado aquilo tudo, eu estava nervosíssima.
- Você teria ido mais além com a professora?
- Não sei, porque ela era muito mais velha que eu. Eu queria mais provocar, saber qual era a dela, e tive a minha resposta. Mas aquilo me marcou porque foi ali, naquele dia, que eu fiquei sabendo que mulher pode gostar de mulher e, principalmente, que eu era capaz de me sentir excitada por uma mulher.
- Ela se apaixonou por você, Marta, comentei.
- Certamente! E teve medo dessa paixão, por isso não voltou.
- De certa forma, é bonito, acrescentei.
- Também acho, mas eu não estava preparada para encarar uma relação com uma pessoa treze ou quinze anos mais velha que eu. Me lembro que naquela noite, sonhei que ela me levava até perto da minha cama, tirava toda a minha roupa e, me fazendo deitar, se ajoelhava e enterrava a cabeça entre as minhas coxas. Poucas vezes tive um orgasmo tão forte me masturbando, como na noite daquele sonho. Aquilo me apavorou porque ela era adulta e parecia séria em suas intenções.
- Imagino... Acho que ela teria ido bem mais longe se as aulas tivessem continuado.
- E o engraçado é que essas coisas, a gente não conta nunca para ninguém. Quem disse que quanto mais jovem, menos se sabe guardar segredo?
- Eu sempre guardei segredos, e isso me ajudou muito. Quando se revela um segredo, perde-se o controle dele.
- Você está certo. Mas agora conte a segunda história, Marcos. Qual era mesmo? Você falou de experiência em grupo. Como foi isso?

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