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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

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Marc Fauwel

Namorando no Murinho

Hoje me lembrei de outro episódio dos meus tempos de universitário, que não durou mais do que duas semanas, mas foi tórrido e teve uma conclusão supreendente. Achei que valia a pena relatá-lo e espero que agrade o meu leitor.

Um dia, voltando da faculdade, ávido de um pouco de sensualidade depois de copiar quadros e mais quadros de equações diferenciais, fui olhar as meninas através da grade da escola pública do meu bairro. A sainha plissada verde que, no recreio, elas subiam até o meio das coxas me atraía invariavelmente àquela grade. Eu podia passar longos minutos perdido em fantasias, tentando adivinhar o resto dos corpos perfeitos de algumas delas. Mas, naquele dia, bastaram dois minutos para que uma moreninha clara de cabelos alourados e olhos cor de mel se aproximasse desinibida e me perguntasse o que eu estava fazendo ali. "Olhando para vocês", respondi. Era a verdade e ela gostou. Nos apresentamos - Marcos, Verônica - e a proposta de nos encontrarmos depois da saída partiu dela própria. Conversamos mais um pouco e, aos vinte para as seis da tarde, lá estava eu assistindo à saída das centenas de alunos pelas grades escancaradas do enorme e decrépito prédio colonial. Verônica não tardou a aparecer, com um sorriso nos lábios e a saia ainda mais subida que antes. A visão das suas coxas bronzeadas me excitou  de saída, mas eu ainda não tinha cem por cento de certeza de que nossos desejos "batiam". Eu estava precisando de beijos, amassos e, se possível, até mais. Quanto a ela, não fui capaz de adivinhar de saída. O leitor bem sabe como são as mulheres, sempre enigmáticas quando se trata desse tipo de carência.

Naquele primeiro encontro, convidei a Verônica para tomar lanche no McDonalds. Sentamo-nos um de frente para o outro. Ela pediu milk-shake e foi lá que ela me disse que estava na última série do colegial, ainda que um ano atrasada. Disse que não tinha namorado e especificou que preferia não ter relações duradouras. Enquanto conversávamos, consegui ver pela primeira vez seus peitinhos por entre os três botões de cima da blusa branca de mangas curtas, que ela deixava provocantemente abertos.

Na volta do banheiro, olhando em direção à mesa, percebi que a Verônica estava sentada de pernas relaxadas e negligentemente abertas, o que interpretei como auto-confiança no que diz respeito ao corpo. Desfrutei sorridente dessa descontração, excitado com a visão fugaz da calcinha branca na convergência das coxas morenas. Não perdi tempo para, sentando-me ao seu lado, passar um braço pelos seus ombros e ousar um primeiro beijo na boca, já com a mão estrategicamente pousada numa coxa, que ela mexeu convidativamente enquanto explorava minha boca com a lingua molhada. Senti imediatamente a resistência da calça à minha primeira ereção. Verônica, parecendo adivinhar, deu um jeito de deixar uma mão solta no meu colo e me olhava com olhos brilhantes a cada vez que sentia uma pulsação minha. Isso me relaxou completamente; me pareceu ter encontrado a pessoa certa no momento certo.

Conheci Verônica numa segunda-feira. Nos primeiros dias da semana, nos encontramos na saída da escola dela e íamos tomar lanche, sorvete ou só passeávamos abraçados. Foi lá pelo terceiro ou quarto encontro que ela me pediu para acompanhá-la até em casa. Morávamos no mesmo bairro e sua casa não era tão distante assim da minha. Ela morava numa velha casa de esquina, arruinada e clamando por reformas, mas espaçosa e situada no fundo de um bom terreno. Me preparei para entrar, mas, para suprpresa minha, só nos detivemos no portão por alguns segundos; Verônica me puxou pela mão até a esquina, onde havia uma ruela lateral sombria com duas ou três casas ao longe e terrenos baldios. Caminhamos uns vinte metros e paramos, o que correspondia ao canto esquerdo dos fundos da sua própria casa. Verônica parou, deixou seu material no murinho e se encostou nele, afastando as pernas e me convidando a encaixar-me entre elas. Pela primeira vez, pudemos nos beijar realmente à vontade e senti meu sexo pulsando contra o seu corpo. Daquele dia em diante, íamos todo dia ao nosso murinho para trocar livremente beijos, carícias e ouvir nossas respirações ofegantes, eu desejando ir mais longe, mas ainda sem coragem de exprimir isso claramente.

Foi só na sexta-feira que tomei coragem e perguntei se ela gostaria que eu abrisse a calça. Curiosa há dias, ela não hesitou em aprovar e sorriu com malícia quando, abrindo lentamente o botão, depois o zíper, puxando em seguida o elástico da cueca para baixo, deixei meu pau duríssimo pulsar livremente diante dos seus olhos cheios de vida, que o admiraram enquanto a boca formava um sorrisinho cheio de malícia que eu já começava a conhecer bem. Com uma piscadela, convidei Verônica a empunhá-lo, o que ela fez sem o menor constrangimento, aprovando o diâmetro e levando habilmente o prepúcio para trás na quantidade certa para expor a cabeça inchada e brilhante. Não sei por quê, mas não me espantou que ela soubesse fazer isso com tanta destreza.

Conclui que a minha nova conquista era tudo menos inexperiente, o que me deu coragem para, cochichando bem perto da orelhinha delicada, arriscar a pergunta: "Você já transou com muitos caras?" Fingindo zanga e dando um apertão forte no que ela tinha na mão, Verônica me chamou de curioso e disse que não ia responder. Percorri então com as duas mãos as suas coxas até descobrir extasiado que a calcinha, que se resumia a um fio em torno da cintura, devia deixar o bumbum praticamente descoberto. Levando a sainha plissada coxas acima, pude admirar de perto a deliciosa topologia entre elas. Buscando aprovação no olhar da Verônica, aproximei-me ao máximo e encostei meu pau duro no tecido branco, sentindo as pulsações violentas enquanto nos perdíamos na boca um do outro.

Embora tendo consentido a cada passo – e para espanto meu –, Verônica estremeceu com meu ímpeto e me olhou um pouco assustada. Fugindo um ao meu olhar, ela acabou dizendo que que ainda não tinha ido além do sexo oral, acrescentando rapidamente, talvez para não pôr tudo a perder, que chupar era uma coisa que ela gostava muito de fazer e na qual se considerava "profissional". Sem me fazer de rogado, interpretei isso como proposta e não precisei de muito para obter que invertêssemos posições. Anoitecera e não havia movimento na ruela de bairro suburbano em que ficava esse famoso murinho. Mal me acomodei, segurando as barras da grade para admirar a cena sem interferir, Verônica empunhou meu sexo, puxou completamente o prepúcio para trás e beijou a glande em pleno freio, sorrindo em seguida, para exibir a boca molhada do meu néctar transparente. Meu pau logo desapareceu entre seus lábios carnudos de morena. Ela o chupou com perfeição durante longos e extasiantes minutos, findos os quais, sentindo-me encorajado, não reprimi o gozo e deixei que os jatos se sucedessem na boca ávida e cheia de volúpia. Verônica sugou forte até extrair até a última gota. Quando ela se afastou e senti meu membro ainda pulsante escapar da sua mão e vir colar-se à minha barriga, Verônica encarou-me lambendo os lábios, cutucando-me para que eu a olhasse atentamente. Ela queria que eu a observasse engolindo o meu esperma, o que ela fez com expressão de deleite. Em seguida, me ofereceu lascivamente a boca entreaberta para um beijo. Ainda tenho a lembrança nítida da intensidade das sensações dessa primeira ousadia da minha nova namorada. Minha cabeça girava como a de um bêbado. Foi uma das felações mais perfeitas que já recebi até hoje. Voltei para casa matutando que era impossível que aquela menina fosse virgem.

No sábado, fomos ao cinema e me lembro de ter pedido que a Verônica fosse de saia. Ela apareceu no ponto de encontro com uma sainha de tecido flexível bem curta, o que me permitiu deleitar-me durante o filme inteiro a percorrer suas coxas e acariciar a bucetinha por fora, fazendo-a inundar a calcinha. Tentei, é claro, invadi-la pelo lado, mas Verônica me impedia. Em compensação, nos últimos minutos de filme, presenteou-me com uma masturbação diluviana. Nossas brincadeiras eram tão explícitas que eu entendia cada vez menos como era possível que ela quisesse a todo custo manter a interdição de ir para a cama comigo.

Nos encontramos diariamente e sem interrupção desde a segunda-feira inicial. A única coisa que não existia na nossa relação era a penetração. Com o passar dos dias, eu descobrira uma maneira de acomodar Verônica em nosso murinho com as pernas escancaradas para que, ao final do encontro, eu a chupasse e também a fizesse gozar. Alucinada de prazer, ela quase me arrancava o cabelo quando o orgasmo se desencadeava. Ela precisava tapar a boca com a mão para não gritar. Assim que seu líquido inundava-me a boca, eu me levantava para ir dividi-lo com ela, num beijo incandescente.

No sábado do segundo fim de semana, Verônica me ligou e marcou encontro diretamente em nosso murinho. Ela viria diretamente de casa. Cheguei, esperei por alguns minutos e ela apareceu de cabelo molhado, perfumada, dizendo que tinha um presente para mim. Fiquei curioso, imaginando mil coisas. Ela estava com outra saia, um pouquinho mais comprida que as outras mas de tecido igualmente leve e flexível. Assim que o pouco movimento da rua principal acabou e que nos vimos sozinhos na ruela lateral, ela me pediu para passar a mão por dentro da sua saia. Ela estava sem calcinha. Procurei imediatamente pela buceta, mas ela me impediu de explorá-la dizendo-me que, naquele dia, era "zona proibida". Em troca, ela levou minha mão atrás, dando-me a entender que ali eu estava livre. Pude apalpá-la, apertar os dois gomos salientes e carnudos, passear entre eles, sentir o calor que emanava, percorrer o interior e até mesmo sentir com o dedo a umidade do cu. Descendo um pouco mais, pude resvalar por trás a borda da buceta, sem contudo ir além. Eu estava elétrico.

À certa altura, Verônica, que respirava ofegante agarrada ao meu pescoço, pediu cochichando: "Pode meter o dedinho nele, se quiser." e empinou-se toda, esperando. Entendi que não havia erro nesse "nele" e comecei a massagear o orifício, que ela oferecia sem temor nenhum, grudando-se a mim e gemendo, dizendo "Mete gostosinho, vai!" bem baixinho ao meu ouvido. Meu coração estava aos pulos. Garantindo não penetrá-la, umedeci meu dedo entre os lábios da buceta encharcada e, voltando ao cu, comecei a introduzir a pontinha, ouvindo os gemidos no meu ouvido e sentindo os sobressaltos a cada vez que eu ia um pouco mais fundo. Massageando em círculos, e graças à receptividade dela, acabei obtendo passagem e meu dedo foi-se aprofundando. Quando dei por mim, estava chupando a língua da Verônica com meu dedo profundamente enterrado em seu cu, que o "mordia" pulsando furiosamente.

Em plena tormenta hormonal, comecei pensar que não fazia nenhum sentido continuar com o dedo, se estávamos à vontade para fazer coisa melhor. Não precisei de muito para convencer a Verônica de que podíamos pelo menos sentir o contato direto dos nossos corpos. Me acomodei no murinho e ela veio colar-se a mim, instalando-se sobre o meu pau, que ajustei ao longo do sulco deliciosamente quente e firme. Ela ficou um pouco nervosa com isso, mas estava muito excitada. Beijando a nuca perfumada do banho recente, eu podia ouvir a sua respiração forte enquanto meu pau pulsava entre os dois gomos trêmulos. Comecei a cochichar que ela era muito gostosa e que bem podia me deixar entrar com o outro "dedo". A resposta imediata foi não, mas ela não resistiu ao argumento de que não faria tanta diferença em relação ao dedo real que eu já introduzira, e acabou consentindo.

Entretanto, uma pessoa passou por nós, depois outra e mais outra, deixando-nos temerosos. Um ônibus devia ter deixado passageiros e por coincidência alguns moravam na rua deserta. Esperamos imóveis enquanto eu abraçava Verônica por tás fazendo-a sentir minha ereção. Assim que a rua nos pareceu completamente deserta, pedi a ela que me chupasse para lubrificar, o que ela fez com a habilidade habitual. Em seguida, pedi que ela separasse bem as nádegas e se encostasse em mim. Empunhei meu pau com firmeza, encaixei a cabeça no orifício e esperei que o peso do corpo da Verônica fizesse o resto do trabalho. Foi então que tive a certeza de que ela conhecia a matéria. Sem medo, sem reclamar, com absoluto controle da situação, ela foi lenta mas ininterruptamente empalando-se em mim, gemendo e sussurrando: "Que gostoso... Mete... Mete tudo no meu cuzinho, vai...", até ficar completamente grudada em meu corpo, comprimindo-se mais e mais a ele. Bolinei seus peitinhos por baixo da blusa enquanto sentia as pulsações do meu sexo no orifício estreito que acabou por tragá-lo até a base. "Você fode gostoso!" ela disse, rebolando para encaixar-se ao máximo, e eu respondi: "Porque você dá gostoso!" Como ela não me explicasse as razões da sua habilidade, insisti e ela me disse que já tinha feito aquilo algumas vezes. Sem deixar de penetrá-la, recorri a cochichos sensuais para tentar descobrir por que ela teimava em não ceder o cabacinho, já que estávamos nos entendendo tão bem, mas ela manteve o mistério, limitando-se a compensar a negação com o gesto de levar minha mão entre suas coxas e pousá-la gentilmente em seu sexo.

Ela estava perfeitamente depilada. Apalpei a carne macia dos grandes lábios e, no interior da fenda, pude passar os dedos entre as duas pétalas totalmente intumescidas. Após breve reconhecimento, comecei a massagear o clitóris enquanto intensificava meu vaivém anal. Verônica gemia grudada a mim como se quisesse que eu entrasse inteiro nela. "Me dá esse pau grosso todinho! Mete gostoso!", dizia ela, virando a cabeça para dar-me a língua a chupar e forçando minha mão com a sua para intensificar a masturbação. A excitação chegou a um ponto tal que precisamos mudar de posição; Verônica queria que eu a comesse por trás. Agarrada à grade, ela ofereceu-me a linda bunda olhando-me com o olhar maroto que ela sabia tão eficaz. Minhas coxas iam com toda força de encontro às dela, produzindo um barulho de tapa com mão em concha. Não havia como interromper uma foda tão intensa, e percebi que Verônica sabia disso. Quando a agarrei pela cintura, ela estabilizou os pés no chão, segurou firmemente nas barras da grade e preparou-se para o inevitável. Desfechei os últimos golpes vigorosos e comecei a gozar violentamente, inundando-a de esperma enquanto me cravava nela o mais possível. Verônica arfava, tapando a boca com medo que alguém a ouvisse. Pedind-lhe que afastasse mais as pernas, voltei a esfregar-lhe o clitóris até que os espasmos se sucederam e ela se agarrou com toda a força na grade para não cair. Mesmo após ter gozado, eu estava tão excitado que minha ereção não se desfazia. Continuei movendo-me dentro dela enquanto Verônica gozava repetidamente, anunciando a cada vez o novo orgasmo. Só parei quando senti sua mão deter-me. Encharcados, ofegantes, tentamos nos recompor da melhor maneira e voltamos à posição mais comportada de namorados de murinho. Ainda intrigado, tornei a perguntar porque é que ela insistia tanto em manter-se virgem. Ainda que sussurrada, minha pergunta ecoou no silêncio da ruazinha agora deserta.

Como o leitor bem sabe, a curiosidade pode às vezes ter consequências surpreendentes. Muito séria, Verônica afastou-se um pouco de mim e, olhando-me bem nos olhos com uma expressão angustiada, desandou a falar, aos borbotões, enquanto tentava afugentar as lágrimas que lhe brotavam dos olhos. Ela ficara menstruada aos quatorze anos e estava com dezoito. Desde que ela começara a ter potenciais namorados, por volta dos quinze anos, a cada fim de semana, o pai dela a examinava pessoalmente quando ela voltava para casa. Era sempre o mesmo ritual: ele a arrastava até o quarto e ela tinha que submeter-se à humilhação de deixá-lo verificar se o hímen estava intacto. "Filha minha casa virigem!", proclamava ele a cada sermão que se seguia ao exame. Ela sabia que aquele dia não seria exceção e a última coisa que ela queria, naquele momento, era voltar para casa.

Não nos encontramos no dia seguinte, nem na semana inteira, nem na subsequente. Telefonei algumas vezes, mas Verônica se esquivava. Acabei desistindo e tentando me convencer de que a magoara pela minha indiscrição. Dois meses depois, de maneira totalmente indireta, fiquei sabendo que ela ia se casar. Espantadíssimo, mas não conseguindo obter dela nenhum esclarecimento, procurei por uma colega sua, com quem eu sempre a via na saída da escola, e foi assim que fiquei sabendo que eu não fora mais que uma espécie de "despedida de solteira" para a Verônica. O rapaz com quem ela ia se casar tinha sido seu primeiro namorado, continuava sendo seu namorado e ela jamais tivera outro porque era o único que o pai dela aprovava integralmente. Quando me despedi de sua amiga, atordoado como se tivesse levado um soco, a única imagem que me veio à mente foi a do nosso murinho, que talvez eu jamais revisse e que, se falasse, provocaria o divórcio prematuro dos dois pombinhos. Mas resolvi banir qualquer pensamento negativo e passei a torcer para que eles fossem felizes. Mais de duas décadas depois, sei que eles continuam juntos, têm três filhos e moram atualmente na casa em que nós tivemos o nosso inesquecível namoro no murinho.






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