Seja bem-vindo!

Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

Os botões "Índice" e "Resumos" propiciam acesso fácil aos textos e uma visão global do conteúdo do blogue.

Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio III)

3. Tomás, o Mimado

Tomando-nos pelas mãos, Marta levou-nos até um lugar do estábulo onde duas vigas eram interligadas por uma larga tábua que devia funcionar como bancada de trabalho para os peões. Ela nos fez sentar lado a lado sobre a tábua, passou as mãos por nossas coxas e nos olhou com malícia.
- Que foi, Marta? lançou Tomás.
- Quero ver vocês fazerem uma coisa. Acho que tenho direito. Vocês invadiram a minha propriedade e estou sendo um anjo!

Eu já imaginava o que viria; Tomás não, e daí sua resposta temerária.
- Claro!
- Quero ver vocês se tocarem.

Tomás soltou um riso nervoso como se jamais tivesse sequer lhe ocorrido fazer tal coisa. Inteligente, Marta também sorriu sem de modo algum voltar atrás.
- Estou esperando!

Tive vontade de dizer algo que desativasse a súbita e surpreendente hipocrisia do meu amigo, mas optei por deixá-lo "se virar" para lidar com aquela oportunidade única de provar a si mesmo que a intimidade sexual entre amigos não os torna necessariamente incompatíveis para uma relação heterossexual. Marta estava decidida a nos ver interagir e, vendo que Tomás não se decidia, fez-me um sinal com os olhos para que eu tomasse a iniciativa. Tomás olhou para baixo, incrédulo, quando minha mão foi-se aproximando do seu membro ainda bem duro colado à barriga e o empunhou sem hesitar. Olhei-o nos olhos, bem sorridente, numa tentativa de mostrar que não havia nada de mais mostrar à Marta o que de fato já acontecera entre nós, ali mesmo, cerca de uma hora antes. Mas Tomás não se decidia a admitir diante de uma mulher que concebia tocar no sexo de outro macho.

Marta então resolveu quebrar o gelo. Pondo-se entre as pernas de Tomás, ela tomou seu membro da minha mão e começou a senti-lo entre os dedos, olhando-o fixamente. Fiquei esfuziante com a cena que até então eu só vira em fotos e vídeos. Agora mais confiante, Tomás se apoiou na bancada e ofereceu-se a essa criatura desinibida que começava a chupá-lo ávidamente, projetando os lábios e salivando em abundância. Procurei os olhos de Tomás para fazê-lo notar que eu reprovava aquela sua atitude hipócrita de hétero convicto. Ele respondeu com um careta, visivelmente encabulado, mas não tomou nenhuma atitude para provar o contrário. Movendo unicamente os lábios, articulei claramente as palavras "Vai pegar no meu pau na frente dela, sim senhor!", ao que ele respondeu, do mesmo modo mudo, "Sem chance!" Enquanto isso, Marta massageava-me as bolas e masturbava-me gentilmente. Eu podia ouvir os ruídos salivares da sua boca molhada no sexo do meu amigo, que começava a se contorcer ao meu lado, tomado de excitação. Mas Marta era sensível ao mínimos sinais e logo mudou de lugar, vindo aninhar-se entre as minhas pernas para distribuir equitativamente a sua generosidade entre os dois desajeitados e inexperientes adolescentes que ela se incumbira de desasnar.

O contato da sua boca com a minha glande, que eu mesmo expusera puxando corajosamente o prepúcio ao máximo, foi avassalador, uma mistura de quase dor com o calor molhado da boca que envolveu de pronto e completamente a extremidade intumescida da parte mais misteriosa do meu corpo viril. O contato simultâneo da língua por baixo e do céu da boca por cima, sem falar dos lábios premendo o tronco do órgão e do efeito inédito da sucção que Marta imprimia com a boca transportou-me para uma dimensão de prazer que eu até então sequer imaginara. Meu membro parecia um corpo indefinido, rígido e pulsante, muito maior que aqueles dezessete centímetros que eu conhecia bem e manipulava diariamente. Suas pulsações agora eram curtas devido ao estado de total ereção e a glande me parecia ter inflado descomunalmente. Concentrada, Marta percorria-o de alto a baixo produzindo uma ondulação inenarrável de prazer localizado. Que emoção foi para mim contemplar pela primeira vez aquele corpo tão bonito e bem feito junto ao meu, a mão segurando carinhosamente o meu sexo enquanto a língua o explorava, seu olhar de vez em quando procurando o meu para descobrir nele o sinal do êxtase! Como o meu sexo me pareceu bonito daquela primeira vez, claro, grosso e ligeiramente curvado para cima, de tão duro, com sua glande bem desenhada e ampla reluzente da saliva de Marta! Ela parecia tirá-lo da boca intencionalmente para mostrá-lo e fazer-me experimentar aquela emoção estética tão narcísica. Eu sabia que estava pronto para o resto e o desejava intensamente.

Quando Marta terminou comigo, desembestou em direção ao carro, exibindo em movimento a sua nudez e gritando um "Já volto!" que nos imobilizou.

Marta abriu o porta-malas e voltou trazendo uma pequena lona que ela instalou cuidadosamente sobre a palha. Em seguida, disse-nos para nos acomodarmos e caminhou até o famoso bebedouro cuja água ela havia renovado. Ouvimos barulho de água jorrando e inferimos que ela estava impriovisando um banho. Minutos depois, ela reapareceu toda molhada, exceto os cabelos, diante de nós, dizendo que era a nossa vez. Acabamos tomando um banho completo de mangueira e fomos nos juntar a ela, que esperava por nós sentada na lona protetora. Sentamo-nos um de cada lado de Marta e retomamos as carícias e beijos, até que ela se recostou no meu peito e abriu as pernas para Tomás. Acariciei seus seios enquanto meu amigo admirava seu corpo, visivelmente encantado com a pélvis totalmente lisa.
- Você se depila tão bem!
- Detesto ter pelos. Só servem para ter cheiro e atrapalhar nessas horas.
- É mesmo!

Tomás passou a mão pela barriga plana de Marta, descendo até a região onde a fenda se inicia. Num gesto reflexo, ela abriu generosamente as pernas, erguendo-as e convidando-o a servir-se. Vendo que Tomás limitava-se a lamber os grandes e lábios, ela ajudou-o com as mãos a afastá-los para expor os pequenos, úmidos e vermelhos como as pétalas de uma rosa. Passando suavemente a mão pelo seu cabelo, Marta guiou Tomás que, pondo-se de quatro, começou a lambê-la gulosamente. Vi os dedos de Marta crisparem-se em meu sexo, que ela voltara a manipular, e um longo gemido soou como música em nossos ouvidos. Embora inexperiente, Tomás levou-a rapidamente ao orgasmo, certamente porque toda a nossa atividade já a excitara o suficiente. Marta pôs-se a gemer muito alto, a dizer coisas desconexas misturadas a alguns palavrões e a agitar convulsionadamente as pernas, que chutavam o ar de ambos os lados da cabeça do meu amigo. Quando ele parava por um momento, ela invadia seu próprio sexo com os dedos e esfregava energicamente o clitóris, gemendo ainda mais e mais forte. Foi então que ouvi as palavras mágicas: "Mete... Mete... Me fode agora, Tomás..."

De joelhos entre as pernas dela, o mastro em riste e pulsando à toda, Tomás preparou-se para o momento mais esperado de sua vida até então. Ajudado por ela, que conduziu seu sexo até a fenda, vi-o desaparecer gradativamente dentro dela, até que suas barrigas se uniram. Suspirando de êxtase, Tomás iniciou a série voluptuosa de vaivéns que me permitiram saborear a visão dos dois corpos movendo-se em uníssono e desfrutar das carícias de Marta enquanto esperava a minha vez.

Sempre que Tomás me surpreendia olhando-o, exibia sorrindo o prazer que estava auferindo de sua primeira penetração, mal sabendo que eu me deleitava com as curvas de ambos, com as peles de ambos, com os gemidos de ambos. Seu possante membro arrancava gemidos crescentes de Marta, que se preparava novamente para ter um orgasmo, agora da maneira mais plena. Gemidinhos curtos iam ficando mais frequentes e agudos enquanto Tomás redobrava a velocidade dos seus impactos. A certa altura, Marta fechou as pernas em torno do seu corpo, elevou-se do chão, soltou-me e começou a bater furiosamente com as mãos no chão, proferindo impropérios e fazendo também vaivéns convulsivos. Tomás, semi-imobilizado por essa chave de pernas, tentava não interromper seu próprio vaivém e ganhar algum espaço para chocar-se com toda a força contra o corpo dela. Subitamente, ele anunciou gaguejando que ia gozar, ela lhe pediu que não fosse dentro e assim que ele retirou seu membro, vi-o emitir jatos uns cinco ou seis jatos fortes que não só chegaram ao rosto de Marta como respingaram-me o corpo qui e ali. Ofegantes e encharcados de suor, Marta e Tomás ficaram por um momento abraçados, até que ele se levantou para lavar-se. Ela ficou deitada no meu colo, de olhos fechados e em estado de semitorpor. Foi nessa ocasião que, beijando-a, provei discretamente o esperma de Tomás. Não o achei muito diferente do meu próprio, que eu já estava há algum tempo acostumado a ingerir nos momentos de prazer solitário.

Quando Tomás voltou, gotejando água da mangueira, não cabia em si de orgulho pela proeza de ter levado a um orgasmo tão intenso a primeira mulher com quem fizera sexo. Marta, já de pé, deu-lhe um beijo no rosto e pressionou-lhe as partes como quem diz "Bom trabalho!" antes de desaparecer em direção à mangueira.
- E aí? É gostoso mesmo? Perguntei, realmente interessado.
- Demais, cara! É quente, macio, molhado... E você viu só como eu a fiz gozar? Só é pena que não pude gozar dentro.
- Sem camisinha, não, claro. A gente deveria ter trazido.
- Eu esqueci na hora de vir pra cá, cara! Cheguei a abrir a gaveta da mesinha, mas acho que alguém ligou e esqueci.
- Nem me passou pela cabeça. Nunca imaginei que isso que está rolando hoje fosse acontecer. Mas francamente, acho que ela não estava preocupada com isso não. Ela só pediu para você não gozar dentro, mas não estava nem um pouco nervosa.
- É, pode ser. Eu podia ter pedido a ela.
- Fica para a próxima! brinquei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu gostaria de receber um parecer seu. Obrigado!