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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio II)

2. Marta

Um ruído áspero e chiado de cascalho chamou-me a atenção; o elegante LTD Landau branco, apenas empoeirado mas extremamente bem conservado ia parando poucos metros à minha frente. Levei alguns segundos para me lembrar que estava nu e fiz que ia correr para dentro, mas era inútil porque a porta do carro já se abrira e uma bota de couro já tocara o chão. Quando ergui a cabeça, qual não foi minha surpresa: era uma mulher. Procurei em volta e vi Tomás parado do outro lado do carro, tapando o sexo com as mãos e olhando-me com ar interrogativo. Mas eu também não sabia o que fazer. Banhado de sol e relaxado pelo calor, deixei que a misteriosa visitante tomasse a iniciativa.
- O que é que vocês estão fazendo aqui? Isso é propriedade particular; essa fazenda é do meu pai.
- Nós só tiramos a roupa, mais nada. Nós somos do Rio e  passamos as férias em Cabo Frio, na casa dele, perto da Praia Grande, respondi gentilmente.
- Eu também moro no Rio, mas passo todas as férias aqui desde pequena.
- Eu sou o Marcos e ele é o Tomás. A gente não queria invadir suas terras.

Ela olhou para trás e deu uma risadinha quando viu o Tomás se tapando e retribuindo com um sorriso amarelo.
- Podem relaxar; ninguém mais vem aqui hoje. Só vou trocar a água dos animais e mexer um pouco a palha. Meu nome é Marta.
- Se você quiser ajuda...
- Tudo bem, não vou recusar.

Olhei para Tomás e fiz mímica de vestir a parte de baixo. Ele fez que sim com a cabeça e nos seguiu para dentro do estábulo. Para surpresa nossa, quando peguei minha sunga no chão e me preparava para vesti-la, percebi que a nossa anfitriã havia soltado a fivela do seu cinto e, com toda a naturalidade do mundo, ia tirando a calça. Com um pé enfiado na boca da sunga, olhei para ela com ar espantado.
- Vocês não querem que eu seja a única vestida, querem?

Olhei novamente para Tomás, em seguida para ela, sentindo um sorriso distender-me o rosto e o corpo. Mal pude acreditar que aquela tarde estivesse acontecendo de verdade.

Marta era desinibida, simpática e de um grande senso prático. Ela fora ao estábulo com a finalidade de renovar a água dos animais e mexer a palha, e ia fazer isso. Apenas de calcinha e botas, sem seios grandes com que se preocupar e com um jeito de andar um tanto masculino, ela foi até uma bica, abriu a torneira e seguiu até a extremidade a mangueira presa a ela. Em seguida, soltou a água de uma espécie de longo tanque de cimento – certamente o bebedouro do gado -, tornou a tapá-lo e prendeu a mangueira de modo a enchê-lo sozinha. Enquanto isso, pudemos descobrir o corpo da nossa visitante. Magra e forte, de cabelo castanho longo e denso chegando à altura dos seios, Marta tinha feições bem marcadas e um olhar horizontal, inteligente, que lhe conferia uma fisionomia andrógina. A pouca curvatura das ancas permitia uma transição harmoniosa do tronco às coxas perfeitamente lisas, fortes e bem torneadas, e a curvatura sensual da coluna empurrava sua pélvis para trás empinando a bunda carnuda na posição perfeita. A calcinha de algodão branco bem justa definia atrás duas polpinhas sensuais e revelava, na frente, a convexidade do monte de Vênus com o discreto sombreado da fenda. Marta era para nós um incontestável objeto de desejo.

Quando olhei para Tomás, ele reagiu como um comandante que ordena um ataque. Seu sexo já não pendia apenas, mas assumira aquele aspecto arqueado de vara de pesca, como se uma simples corrente de ar bastasse para armá-lo numa ereção indefectível. Quanto ao meu, não dava sinal de vida, mas por pura inibição, já que a excitação fazia-se mais presente que nunca e a intuição de que teríamos a tarde de iniciação sexual mais incrível que um adolescente pudesse desejar pipocava no meu cérebro deixand-me em estado de semi-euforia.

Quando Marta terminou de instalar sua mangueira, recostou-se no tanque com as mãos para trás (provavelmente para não sujar a calcinha imaculada) e, olhando de alto a baixo os nossos corpos nus, aprovou com a cabeça, fazendo um "Hum!" muito significativo. Ela era mais velha que nós cerca de cinco ou sete anos e visivalmente vinha de uma família abastada. Desenvolta e dona do lugar, era ela que comandava a situação. Eu ainda estava um tanto perturbado pela sua presença agora seminua e Tomás começara a interpretar o papel de adolescente "descolado", iniciado e emancipado que eu já estava farto de conhecer da escola e do convívio com amigos comuns. Orgulhoso do seu atributo de forma e dimensões privilegiadas, ele se aproximara um pouco mais de Marta e começara a conversar, desinibido. Os dois corpos à minha frente me pareceram extremamente sedutores; desejei mais do que tudo vê-los juntos. Mas Marta não parecia estar com nenhuma pressa.
- Agora quero saber por que vocês estavam nus. Rola algum lance?
- Não! precipitou-se Tomás. É só porque está quente. Dá vontade de ficar sem roupa, não dá? Até você tirou!
- Isso porque vocês estavam sem! E não tirei tudo!
- Mas se quiser, pode. Você tem um corpo lindo e eu queria ver.
- Dois! acrescentei sorrindo.

Soltando um suspiro de lassidão fictícia, Marta foi baixando a calcinha pelas coxas, tirou-a completamente e ficou com ela amassada na mão. Assim que ela se ergueu e pude vê-la toda nua de frente, senti meu sexo pulsar fortemente e devo ter revelado minha fala de jeito. Mas Marta me chamou descontraidamente para junto deles. Quando cheguei ao lado de Tomás, ela nos puxou pelo sexo e, grudados nela, começamos a trocar beijos e carícias. Senti meu órgão roçando em sua coxa e o flanco de Tomás colado ao meu. O teor de excitação disparou e logo Marta pode acariciar nossos órgãos em plena ereção enquanto nos beijava alternadamente a boca. Vi que a mão de Tomás acariciava um seio que a preenchia na medida certa e ousei ir pousar a minha em seu púbis depilado e liso como o de uma garotinha. Ela entreabriu as pernas franqueando-me a passagem de um dedo, que instalou-se entre os lábios e foi instintivamente procurar o acesso ao seu mais íntimo recanto. Minha sede de exploração era palpável. Senti o sexo de Tomás resvalar-me as costas da mão enquanto meu dedo untado de fluido deslizava para o fundo de Marta, arrancando-lhe um gemido e fazendo-a redobrar de voracidade com língua mãos.

Uma vaca veio languidamente beber da água recém-trocada, ignorando a cena que se desenrolava ao seu lado. Acariciei os pelos duros e curtos do seu dorso malhado enquanto continuava a sentir em toda a extensão do dedo indicador a umidade viscosa de Marta e, ao mesmo tempo, a insistência de Tomás para vir encaixar-se entre suas coxas e ser o primeiro a possuí-la. Em dado momento, senti que uma mão segurava a minha e a afastava do corpo de Marta. Não era Tomás, mas ela própria e, para surpresa minha, essa mão conduziu a minha diretamente até o sexo dele, induzindo-me a empunhá-lo em seu lugar enquanto ela percorria a sua barriga e o seu peito. Um olhar sorridente bastou para fazer-me entender que ela não precisava de maiores explicações sobre a extensão da intimidade que unia potencialmente seus novos amigos. Tomás não deu mostras de perceber que as mãos haviam-se multiplicado em seu corpo. Empunhando firmemente o seu órgão, eu o sentia avançar e recuar entre meus dedos, num vaivém lento e ritmado, tranquilo como se Tomás tivesse encontrado uma forma de provisoriamente saciar sua ânsia de penetração. Continuávamos a nos alternar em beijos lascivos na boca sempre entreaberta da nossa anfitriã. O sexo quente e molhado do meu amigo pulsava vigorosamente em minha mão, fazendo-me senti-lo a cada vez enrijecer-se a ponto de ser impossível curvá-lo. Movimentos de pélvis propulsavam-no com firmeza crescente enquanto o meu próprio membro, colado à coxa esquerda de Marta, parecia querer explodir em gozo a qualquer momento. Estávamos os três muito ofegantes; era hora de passar à etapa seguinte.



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