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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

O Resgate

Alguns vão achar uma pouca vergonha o que vou contar, mas tenho lido tantos artigos de mulheres que pagariam para ter vivido o que vivi no final do segundo grau, que tomei coragem e resolvi escrever e publicar esse episódio que há de se manter intacto para sempre em minha memória.

Fiz meus estudos primários e secundários numa escola de renome do Rio de Janeiro que foi religiosa e só para meninas durante mais de um século, mas se tornou mista há algumas décadas. Ela possui um grande pátio central onde passávamos o recreio e eu aproveitava aquela preciosa meia-hora de semiliberdade para telefonar a todos os amigos, saber das fofocas e combinar programas para o fim da tarde. Eu fazia isso perambulando pelo pátio, enquanto observava os grupinhos de alunos conversando, rindo, implicando, jogando, vendo o FB ou telefonando como eu.

Foi numa sexta feira. Como todo dia, dei um pulo na cantina para comprar um sanduíche e uma coca, e fui dar meus telefonemas, mas à diferença dos outros dias, sentei em vez de ficar zanzando. Aos poucos, alguns colegas foram se aproximando e um grupinho se formou à minha volta. Preciso dizer que mesmo usando o recreio para me dedicar ao meu celular, eu era muito popular na escola e tinha muitos amigos, amigas e admiradores. Era portanto comum que houvesse gente por perto. Mas nesse dia, ao chegar de volta à sala de aula, descobri que estava sem meu celular. Imediatamente, voltei ao pátio, refiz meu percurso, procurei no banheiro, mas não encontrei meu iseparável amigo, que continha literalmente toda a minha vida.

Arrasada, voltei para a sala, perguntei aos colegas mais próximos se eles não teriam visto alguém com meu celular, mas a resposta geral foi negativa. As aultas terminaram, entrei em casa contando a triste notícia à minha mãe, que nem se importou muito, retrucando simplesmente que eu poderia ficar com o dela porque uma amiga tinha acabado de lhe oferecer um novo. Aceitei para não ficar sem telefone, mas estava me sentindo como alguém que perdeu um braço ou uma perna.

Chegando ao meu quarto, esvaziei minha mochila na cama e me certifiquei definitavamente de que o celular não estava comigo. Isso me distraiu um pouco e comecei a fazer uma triagem nas dezenas de objetos que caíram dela: canetas, batons, vidros de esmalte, chaves, meu diário, cartas de colegas, bilhetinhos de todas as cores, dinheiro solto, balas, camisinhas... Quando sacudi a mochila para esvaziar a poeira, um papel completamente dobrado bateu no fundo da lata de lixo como um besouro no vidro da janela. Não o identifiquei e não me lembrei de nada parecido (sempre fui tão curiosa que jamais teria deixado de abrir um bilhete). Peguei-o e qual não foi minha surpresa ao ler, escrito em tinta azul e todo em maiúsculas:

“RENATA, SE VOCÊ QUISER RECUPERAR SEU CELULAR, LIGUE PARA (número)”

O bilhete era anônimo. Além de não decorar telefones, eu não tinha  mais meu celular; era portanto impossível descobrir se se tratava do número de algum conhecido. Só me restava ligar, e foi o que fiz.

Assim que ouvi o primeiro “alô” e disse meu nome, ouvi gargalhdas conhecidas no fundo e percebi que era alguma brincadeira de meninos da escola.
- Vocês estão com o meu celular, não é?
- Mm-hm.
- E pretendem devolver quando?
- Isso é você que sabe. Pode ser agora, se você quiser.
- São uns idiotas mesmo! Quero meu celular aqui em casa e agora!
- Não, não. Vai ser como a gente quer, Renata. Se quiser o celular de volta, você vai ter que vir aqui; é pertinho daí.

Eu moro na Urca e o endereço era na R. São Clemente, em Botafogo. Espumando de raiva, concordei e disse que chegava no máximo em meia-hora porque ia de ônibus. Chegando ao prédio velho, liguei pelo interfone e a porta automática se abriu para mim. Era no décimo andar, apartamento 1005. Fui atendida pelo Beto, um cara que eu via todo dia na escola, mas que não era da minha turma.
- Que palhaçada, hein! Pode ir me devolvendo o celular, que eu não vou nem entrar.
- Ah, vai entrar sim, Renata. Tem uma galera querendo te ver.

E ele escancarou a porta da sala, onde identifiquei três colegas da escola sentados no sofá e avistei dois caras que eu não conhecia, de pé, olhando para mim de cima a baixo com ar curioso.
- Não vou ficar, Beto. Me dá o celular que eu tenho curso de inglês às cinco.
- Xi, essa aula você vai perder, Renata!
- Eu já disse para parar com a palhaçada! Me dá esse celular, Beto.
- Só se você entrar um pouco.
- Olha, eu vou entrar, mas você tem um minuto para ir pegar o celular e me devolver.

Assim que dei dois passos, a porta se fechou e vi meu celular vermelho na mão de outro colega, que olhava para mim com um sorriso estranho.
- Renata, a gente quer trocar o celular por outra coisa com você.
- Que papo é esse de trocar? Não vou trocar o que é meu!

Inocentemente, fui em direção dele para tomar o celular, mas ele o jogou para outro e logo percebi que não ia recuperá-lo assim.
- Bom, o que os idiotinhas querem? Vão falando!

Foi o Beto que voltou a falar e desta vez, estava com uma expressão mais do que maliciosa no rosto.
- Reparou o cheirinho bom no ar, Renata?
- O que tem isso a ver?
- Está todo mundo de banho tomado!
- Sei. E eu com isso?
- Daí que você vai fazer uma coisinha para a gente, se quiser o celular.
- Ah vou, é? respondi, com a expressão de desprezo mais perfeita que pude produzir.
- É, uma coisa que todo homem gosta, retorqiu ele, sopesando meu telefone com um sorriso malicioso.

Não, não tive medo, não se tratava disso. Eu conhecia o quarteto da escola e os outros dois eram até mais para bonitinhos; ninguém era delinquente. Eu estava furiosa por ter caído nessa arapuca e por não ter o controle da situação. De pé com a porta atrás de mim, me dei segundos para decidir se dava as costas e ia embora ou encarava o desafio. Olhei para cada um deles, notando a avidez no olhar e o nervosismo nas mãos. Eu sabia muito bem o que significava para os meninos receber a primeira chupada e alguns ali me pareceram claramente estar nessa categoria porque os demais os olhavam com ar experiente, cheios de expectativa de que eu concordasse para que os colegas pudessem provar pela primeira vez as delícias do sexo oral. Não senti maldade no ar, mas apenas a tensão sexual à qual eu já estava me habituando por frequentar festinhas e reuniões de amigos que sempre “degeneravam” um pouco, mas de leve.
- Vocês são seis, Beto! Você está brincando, não é? falei, com cara de desânimo.
- Eram quatro, mas o Cirilo e o Pedro são vizinhos do Gustavo e acabaram querendo pelo menos assistir. A gente só está pedindo isso, Renata; não fica nervosa não.

Eu vi que podia acreditar neles. Fiz minha cara de zangada, mas resolvi levar no humor e me desarmei.
- Tá legal, tá legal... Como é que vai ser isso?
- Pode  ser aqui mesmo, disse Gustavo, o dono da casa.
- Ajoelhada nem sonhando, já vou avisando! Não sou de rezar.
- Cada um pode sentar na mesa, propôs o Beto, já se encaminhando para o longo móvel retangular de 6 lugares e afastando a cadeira de uma das cabeceiras.

Cruzei os braços e me fiz de impaciente, batendo o pé de leve no chão enquanto eles se se organizavam. Minutos depois, ficou decidido que o próprio Beto ia começar. Ele abriu a jeans e não precisou baixá-la muito mais para que chegasse ao meio das coxas. Em seguida, baixou a cueca já exibindo o pau em semi-ereção. Rolaram risinhos nervosos e piadinhas porque o Beto estava totalmente depilado e tinha as coxas grossas e igualmente sem pelos. Me aproximei e fiquei entre as coxas dele, avaliando a higiene que ele me garantiu ter sido rigorosa.
- Isso está limpo mesmo, Beto?
- Juro, Renata! Pode provar tranquila!

O pau do Beto era curto e grosso, talvez uns quinze centímetros – pequeno para a estatura dele –, mas a cabeça, bem exposta, vermelho-cereja e volumosa. O saco bem redondo e rosado e a cor do pau passavam realmente uma sensação de limpeza recente. Peguei nele, olhei bem, dei uma lambidinha apenas para confirir a higiene e, abrindo bem a boca, abocanhei-o, sentindo-o pulsar até endurecer quase imediatamente. Os outros meninos nos cercaram para olhar e Beto, com as mãos para trás, logo começou a gemer, susurrando: “Assim... chupa... chupa gostoso...”

Na minha cabeça, a idéia de recuperar o celular o mais rápido possível estava presente e eu nutria a esperança de que no máximo em quarenta minutos tudo estivesse terminado. Chupei o pau do Beto com um certo prazer, da cabeça ao talo, detendo-me bem na cabeçona que parecia de fato uma fruta. Mas quando dei por terminada a vez dele e que ergui a cabeça já na atitude de esperar pelo próximo, ele me chamou, me olhando bem nos olhos.
- É até gozar, Renata!
- Está brincando? Nem morta! Termina sozinho, se quiser gozar, cara! E isso vale para o resto.
- Então vai voltar para casa sem o celular. Pode ir!
- Ninguém vai gozar na minha boca, Beto!
- Então você vai terminar com a mão. É com você, respondeu ele, ameaçando descer da mesa.
- Está bem, vai... Eu termino, respondi, desanimada.

O pau dele ainda estava duro. Voltei a empunhá-lo dirigindo-o para a barriga e iniciei a punheta. Beto pos-se a gemer incontrolavelmente e subitamente, dando quase um grito, começou a desfechar longos jatos densos que chegaram ao seu pescoço, arrancando exclamações dos demais. Quando soltei seu pau, ele imediatamente o pegou e continuou a masturbar-se como se quisesse provocar outro orgasmo. Limpei minha mão em sua coxa e fiquei olhando para o seu rosto contraído, vendo-o arfar como um bicho, saciado, um sorriso de vencedor nos lábios. Ele se levantou e foi para o banheiro sem erguer as calças, exibindo uma bunda grande e branca cheia de espinhas que, observei, alguns dos meninos não puderam deixar de olhar.

O seguinte foi o anfitrião, Gustavo, um garoto moreno de expressão tranquila e cabelo castanho farto. Não o vi despir-se, mas quando ele se  sentou na mesa, estava completamente nu da cintura para baixo. Seu pau era longo e escuro, mais gordo no meio que na cabeça envolta em pele; parecia uma banana bege. Quando o peguei e repuxei a pele, Gustavo deu um gemido e levou a mão sobre a minha, para me deter.
- Eu tenho que chegar a pele para trás.
- Está bem, mas devagarinho, pediu ele, receoso.

De fato, o prepúcio era bem apertado e logo percebi que ele era um dos virgens.
- Você nunca transou, não é, Gustavo?
- Eu? Claro que já!

Os outros cairam na pele dele, confirmando minha hipótese e chamando-o de mentiroso. Ele estava rubro quando admitiu que jamais tinha sido tocado no sexo por uma mulher. Me espantou um cara bonito e com um pau tão grande ainda não ter feito nada. Empunhei-o pelo meio e ainda sobrava bastante para cada lado da minha mão. Endureceu na hora e Gustavo não tirava os olhos dele, preocupado com meus gestos.
- Relaxa, cara! disse um deles, dando-lhe um tapa nas costas.

Decidi então me vingar e, com um tranco, levei a pele completamente para trás da cabeça. Gustavo deu um grito e teve um sobressalto, mas logo se acalmou para não dar vexame. Mas a gargalhada foi geral e ele enrubesceu. A cabeça agora livre me pareceu ter inchado e atingido uma proporção harmoniosa em relação ao resto do pau tão bonito e grande. Toquei a glande com a língua e senti o aroma neutro de pau limpo. O tronco pulsava furiosamente na minha mão, o que me preocupou um pouco porque eu não queria de jeito nenhum que gozassem no meu rosto; eu não podia dar mais essa vitória a eles. Olhando para os lados, percebi que Gustavo tinha as coxas morenas mais bem feitas que eu já tinha visto, musculosas, com pelinhos castanhos lisos muito bem distribuídos. Resolvi acariciá-las com as mãos enquanto chupava habilmente. Isso arrancou dos outros um “Uau!” de admiração e inveja. Gustavo retribuiu passando a mão no meu cabelo enquanto sua rola avantajada deslizava pela minha língua até que os pentelhinos curtos viessem me fazer cócega em volta dos lábios.

Eu não podia admitir que estava começando a gostar; eles quereriam levar aquilo muito mais longe e eu não estava nem um pouco disposta a transar com seis tarados e me arriscar a passar, na escola, por mais vadia ainda. Eu já tolerava insinuações que já teriam levado muitas outras a sair do colégio. Mas com Gustavo, a excitação se apoderou de mim e tive que me controlar para não começar também a gemer e fazer ruídos de satifação com a quela delícia entre os lábios. Intimamente, eu queria que aquele menino bonito e inexperiente gozasse em minha boca, mas seria arriscado abrir uma exceção. À medida que eu subia e descia pelo pau duro, sentia seu orgasmo se aproximando rapidamente, até que tive que parar e prosseguir com a mão. Gustavo gozou com tanta violência que os dois primeiros jatos voaram por cima do seu ombro indo parar na mesa, atrás dele. Ele chegou a fechar os olhos com a intensidade. Quando ele saiu da mesa, sua respiração estava ofegante.

Aproveitei o intervalo para olhar bem para a turma de crianções tarados que ocupava a sala. Beto tinha tomado outro banho e estava exalando cheiro de sabonete e xampu. A princípio, não percebi bem, mas quando prestei atenção, vi que ele estava completamente nu e parecia pretender continuar assim. Fiz um “Tsk, tsk!” e montei uma cara de que não tínhamos o dia todo. O terceiro da fila era o Cláudio, um menino que eu via diariamente na escola cercado de amigos porque era bonito de rosto e todas as meninas caíam por ele. Seguro de si, muito mais atirado que os outros, Cláudio me segurou pela cintura e tentou me beijar. Evitei, empurrando-o e dizendo que ele tinha acabado de ser “promovido” a último da fila. Ele tentou me dissuadir olhando-me nos olhos e fazendo-me ver o belo rosto, mas foi inútil; eu já estava perguntando quem seria o substituto dele. Houve um mal-estar, um silêncio rápido, mas o espirituoso Beto soltou suas piadinhas habituais e Cláudio voltou à rodinha dos espectadores, cedendo a Tiago a vez de terceiro.

Tiago era um cara discreto, conhecido na escola como tímido e legal. Eu jamais teria imaginado vê-lo na companhia, por exemplo, de um Beto. Quando olhei para ele, senti que ele baixou os olhos uma fração de segundos, desviou o olhar e foi sentar-se à cabeceira da mesa. Ele ainda estava de calça, que ele preferiu apenas abrir completamente e, inclinando-se bem para trás, oferecer a cueca ainda vestida.
- Esse precisa de empregada, pelo visto, disse eu, mais do que sarcástica.
- Quer que eu tire, Renata? Perguntou ele, muito tímidamente.
- Não, pode deixar. Não custa nada, respondi, rindo e olhando para o Beto que estava ao lado dele.

Havia um zum-zum atrás de mim, que só entendi ao dirigir meu olhar para a cueca do Tiago e que me fez entender porque ele não a tirara como os dois primeiros. Seu pau, rebatido para a direita, parecia interminável! Era como se ele tivesse enfiado na cueca um tubo grosso que chegava até a lateral da coxa. Os meninos começaram a rir às gargalhadas, a chamá-lo de homem-cavalo, de pé de mesa e de outros tantos nomes que eu não conhecia e não me lembro. Olhei em volta e também ri, sem ainda tocar no Tiago, que nos olhava com uma expressão ao mesmo tempo prosa e apalermada.
- Vai, Tiago, bota pra fora! incitou um deles.
- Não! É a Renta ta que tem que botar! fez outro.
- Vai lá, Renata; é com você! decidiu o Beto.

É verdade, eu estava com vontade de tomar a iniciativa e revelar ao bando o segredo por trás da cueca preta do Tiago. Para causar senacionalismo, pus ambas as mãos no elástico e puxeio-lentamente para baixo. O monstro tubular foi sendo exposto até que ele veio lentamente para frente, como fazem aqueles dinossauros de pescoço comprido. Era um imenso pau branco com a cabeça arroxeada completamente exposta, que ficou armado fazendo um ângulo com a barriga plana do Tiago. Pelas exclamações que ouvi, tenho certeza de que alguns dos caras tiveram vontade de pegar naquela rola imensa que estava destinada exclusivamente a mim. Tiago, escorando o corpo com as mãos espalmadas na mesa, observava ainda um pouco tímido o balanço de sua torre inclinada. Resolvi agir, senão aquele dia não terminaria antes das nove da noite.

O tronco do pau do Tiago media folgadamente dois dos meus punhos. Empunhei o monstro por baixo e logo percebi que meus dedos não se tocariam. Aquilo era desproporcional ao corpo do dono, pensei comigo. Se o Tiago não atingisse 1,90m de altura, ficaria parecendo um macaco. Imaginei-o de pé com 20cm de pau pendurados entre as coxas - horrível! – mas logo sacodi as imagens e voltei a me concentrar no fato de que eu precisava recuperar meu telefone. A vara grossa fremia entre meus dedos. Me aproximei da cabeça, toquei a com a ponta da língua como fiz das duas primeiras vezes e me preparei a abocanhá-la, sentindo a barra que eu segurava na mão endurecer até adquirir a rigidez do aço. Evitei a cabeça com os dentes, mas senti-os repousar no tronco assim que ela se aprofundou em minha boca. Tiago teve um sobressalto, contraindo fortemente as duas coxas. Eu não podia ir muito longe porque a cabeça simplesmente não ultrapassava a cavidade do céu da boca. Me vi obrigada a me limitar a passar a língua energicamente sob a cabeça, sabendo que isso iria precipitar o orgasmo do menino. Tiago imediatamente começou a agitar-se, sem contudo gemer, talvez por pura vergonha e, em menos de dois minutos, contraiu-se todo, dando-me apenas tempo de recuar para começar a gozar, farta mas lentamente, em espessos pequenos jatos que formavam uma poça em sua barriga, pouco acima da cabeça do pau. Tímido, ele mesmo se masturbou para levar o orgasmo ao final, diante dos olhos esbugalhados da turma que, como eu, devia estar imaginando como seria uma penetração tendo-se um pau como aquele.
- Caraca, velho! M’or macaco, você! exclamou um dos desconhecidos.
- Mineirinho come-quieto! Vai dar trabalho pras minas!
- Tua mãe já te pegou no flagra, Tiago?

Foi debaixo de risadas e piadinhas que o Tiago saiu da mesa e, tentando tapar o pau amolecido com a mão, seguiu para o banheiro. Sem saber, ele havia acendido a turma, que estava mais excitada do que nunca com aquela tarde cheia de surpresas. Faltavam três e, embora também excitada, eu queria que esses últimos passassem rápido porque ainda tinha a esperança de pegar minha aula de inglês. Era vez de um dos desconhecidos, Cirilo, um moreninho da minha altura e cabelo encaracolado, aparentando ser inexperiente, mas bem desinibido. Completamente nu, pude ouvir o estalido de um tapa retinir em sua bundinha miúda e um sonoro palavrão sair de sua boca, antes que ele viesse acomodar-se à cabeceira da mesa. Seu pau estava armado e quase colado à barriga. Reparei o conjunto bonito que ele formava com o saco bem arredondado e em sua forma característica. Decidi acariciá-lo, passando a mão por baixo dele e apertando-o de leve enquanto olhava sorridente para o menino moreno e bonito que descobri ter olhos verdes.
- Você não deveria ganhar nada porque nem da minha escola é, mas como você é bonitinho, vou fazer vista grossa.

Ele agradeceu oferecendo-me seu pau com um jogo de cintura. Reparei o quanto de baba brotava da cabeça e passei a mão para espalhá-la pelo resto do pau antes de abocanhar aquela delícia até quase o talo. Cirilo reprimiu um grito para não se comprometer, mas sua mão veio espontaneamente tocar no pau, como se para confirmar que eu não o tivesse engolido para sempre. O líquido dele brotava sem parar e isso deve ter estimulado minha salivação. Minha língua trabalhou seu pau inundado, o que me permitiu subir e descer pelo tronco, percorrendo-o da cabeça ao talo em idas e vindas rápidas e contínuas. Cirilo contraía as coxas e quase arfava, deixando-me adivinhar que ele estava tentando retardar o gozo. Mas assim que intensifiquei o aperto e a sucção do seu pau, fustigando a glande por baixo, ele não pôde resistir por muito tempo e deu o sinal de que eu precisava para me afastar e trocar minha boca pela mão. Dirigi seu pau para a barriga e, junto com os demais, acompanhei deslumbrada o desenvolver do intenso orgasmo em jatos longos que lanharam seu abdomem e peito, chegando aos queixo e lábios. Não sei por que, mas fui gentil com esse menino menor que os outros. Senti como se fosse um irmão ou um primo, sei lá.

Faltava um dos desconhecidos e Cláudio, que eu relegara a último. Mas eu estava com sede, então perguntei a Gustavo se ele não tinha uma coca ou pelo menos água. A resposta afirmativa levou todos a se precipitar na cozinha e a pausa foi inevitável.

Eu estava bem mais à vontade com aquela turma que, no fundo, só queria uma boa tarde de sexo, e nem tão hard assim. Na cozinha, me sentei enquanto a maioria ficou encostada nos móveis. Notei que estavam todos de cueca ou de cueca e camiseta, inclusive Beto, que deve ter se constrangido de ser o único nu. Se eu quisesse sexo integral, pensei comigo, bastaria que eu tirasse a roupa ali. Cheguei a desejar me por um pouco mais à vontade, mas ponderei que nunca se sabe como vão reagir seis caras a fim de sexo e desisti. Minha jeans baixa e o top que só cobria os seios teriam que ser suficientes para a finalidade daquele dia. Eles ensaiaram algumas perguntas do gênero “Você já transou com muitos caras, Renata?”, mas diante do laconismo das respostas, logo desistiram. Grupos de garotos se parecem com grupos de cachorros, como pude observar; ficam agrupados, excitados, obcecados. Se houve assunto durante a pausa, o tema foi o pau do tímido Tiago que, de fato, impressionou todo mundo. Ele foi o único que repôs a calça, que ele fechou apenas com o zíper para não parecer conservador ou reacionário. Ele não tinha defesa, seu pau estava no banco dos réus e todos queriam entender como se produzia um fenômeno daqueles. Mas Tiago não tinha o que dizer. Segundo ele, a coisa nem era genética; o do seu pai e os dos irmãos eram “normais”. Vozes hesitantes pediram para ver de novo, mas logo foram abafadas sob uma chuva de qualificativos nada enaltecedores.

Finda a pausa, decidiu-se que poderíamos dar prosseguimento ao “resgate” do telefone ali mesmo, na cozinha. Gustavo indicou a Pedro, o outro desconhecido, o balcão da pia, dizendo-lhe que ele podia sentar-se nele. Apesar do nome, Pedro era oriental, aparentemente descendente de japoneses. Era um menino magro de cabelo curto e artificialmente arrepiado. Como convidado, também estava vestido, com uma bermuda e camiseta larga. Ele estava visivelmente embaraçado de tirar a roupa diante dos outros e de mim, e eu tinha a minha teoria sobre ele. Quando por fim ele sentou-se no balcão com a calça nos pés, eu me pronunciei.
- Quem disse que ele faz parte do trato?
- Ué! Se você topou com o Cirilo, por que não ele?
- Porque não. Não sou obrigada. Ele não tem nada a ver com o meu telefone.
- Preconceito é?
- Só topo se vocês me mostrarem um documento dele.

Todos se entreolharam rindo, mas percebi que Cirilo olhou muito significativamente para ele.
- Quero ver! insisti.
- Não tenho documento não, Renata, disse o garoto.
- Então quero saber a tua idade, mas com toda a sinceridade.

Novo silêncio, olhares intrigados e interrogativos, perguntas sem resposta, até que Cirilo interrompe o caos.
- Ta certo, ele é novinho mesmo.
- Quantos anos? insisti.

O silêncio foi mais eloquente do que qualquer resposta
- Viu só? Eu tinha razão de perguntar. Ele está fora.

Mal-estar geral, Cirilo tentando consolar o Pedro, Beto olhando para mim com cara de quem diz “Você só complica, hein!” e Cláudio todo feliz porque sua vez seria antecipada. Teatral, ele puxa um banco para mim e se encosta na mesa da cozinha, segurando a calça à meia-coxa. Para não prolongar a coisa, eu me sento e vou logo terminando de despi-lo, baixando a cueca e a calça. O pau dança já quase duro a centímetros do meu rosto. É um belo pau troncudo, larguinho, com a cabeça descoberta, em flecha, que logo se arma apontando para o teto. Sentada, posso sentir meu sexo também molhado e sensível contra o banquinho da cozinha. Imobilizo o pau com a mão, sentindo seu diâmetro avantajado e as pulsações contínuas que o tornam cada vez mais duro. Cláudio exulta, olhando para seus amigos como um gladiador vencedor numa arena romana. Avalio seu pau que, de fato, deve ser feito para o prazer porque a cabeça é tão saliente e ampla que deve provocar sensações incríveis ao entrar e sair. Pequenas veias percorrem o lado inferior do tronco que se curva sensivelmente para cima. É um pau maciço que transmite muita potência e vigor. Sinto-me entusiasmada ao chegar perto e introduzir na boca a cabeça lisa e completamente inchada, fechando em seguida os lábios sobre o tronco espesso e pulsante como um feixe de músculos. Minha saliva brota espontaneamente ao contato da língua com o sabor levemente salgado do líquido que envolve a glande. Eu sugo uma primeira vez a cabeça e engulo o líquido que me vem à boca. Cláudio se agita, agarrando-se à beira da mesa. Puxo então seu pau para baixo e me aprofundo nele até o talo, sentindo-o invadir-me o início da garganta. O tronco deslizando sobre minha língua me proporciona tanto prazer que me sinto molhada e pronta. Lamento não poder mandar todos embora e me dedicar integralmente a Claudio, oferecendo-me a ele de corpo inteiro. Sentindo meu entusiasmo, ele me segura com ambas as mãos pela cabeça e força os vaivéns que me fazem gemer e quase engasgar. Vejo que ele não pretende parar e começo a inquietar-me, mas dou-lhe a chance de mais algumas vezes. Mas ele realmente não para e ouço sua respiração cada vez mais ofegante. Bem que eu gostaria de conceder a ele o que não dei aos outros, mas não posso e isso me deixa um pouco tensa. Mas Claudio não para e quando sinto que seu orgasmo vem, não consigo me desvencilhar de suas mãos. Ele se encaixa em minha boca, puxa minha cabeça com toda força para si e desfecha jatos e mais jatos em minha garganta, diante de todos e sob a gritaria dos demais. Evito da melhor maneira engolir sequer uma gota, entao seu esperma escorre pelos meus lábios, queixo e pinga no chão. Sinto um misto de furia e de prazer, estou encharcada e tão excitada que se eu tocasse em meu clitóris também gozaria. Quando Claudio me liberta de suas mãos, a única coisa que me vem à cabeça é dizer “Canalha!”, palavra que ele recebe sorrindo como se fosse o maior dos elogios. Não quero me dar por vencida, mas estou tão excitada, com tanta vontade de ser penetrada, que me sinto envergonhada e não consigo encarar ninguém.

Nesse momento, percebo uma mão avançar pelo meu lado direito, oferecendo-me meu telefone vermelho. Limito-me a pega-lo, sair da cozinha em diração ao banheiro, recompor-me da melhor maneira e sair dele diretamente para deixar aquele apartamento onde – preciso admitir – tanto mais poderia ter acontecido se não fosse o meu orgulho ferido.

Um comentário:

  1. nego_gatoMA02/03/2013 11:35

    Marc, incrivel a sua capacidade de nos fazer participar mesmo que indiretamente dos contos aqui relatados. Comecei a ler e não parei até o seu total desfecho, na curiosidade em saber como acabaria tudo isso, pena que ela não cedeu rsrsrs... Adorei

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