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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

A Babá

Hoje, quando voltamos do pub, meu namorado e eu encontramos Valéria, a babá da minha filha, dormindo no sofá. Desde que obtive a guarda da Daniela ainda não passamos um dia inteiro juntas, e quando chega a sexta-feira preciso me distrair um pouco porque meu trabalho é excessivamente estressante. Exausto e um tanto bêbado, meu namorado subiu para o quarto, enquanto fui acordar Valéria para levá-la para casa. Quando me aproximei, percebi espantada a sua mão enfiada por dentro da calça aberta. Próximo à outra mão estava o controle remoto da TV e não longe, o controle do DVD. Aparentemente, ela adormecera assistindo a um filme. Procurei um pouco e acabei encontrando, entre a almofada e o braço do sofá, um estojo de DVD. Tirei o volume, liguei o aparelho e constatei que se tratava de um filme caseiro. A idade dos participantes logo me chamou a atenção, todos muito jovens, entre dezoito e vinte anos. Acomodei-me na poltrona para assistir, e qual não foi minha surpresa quando, meia hora depois de uma série interminável de malabarismos sexuais em solo, em dupla, em trio e em grupo, entra em cena ninguém menos que... a Valéria! Ela havia participado de um filme pornô caseiro! Curiosa, preparei-me para ver em que a babá da minha filha estava metida.

Na cena em que ela atua, Valéria entra num cômodo onde se vê uma cama de solteiro, de ferro como num presídio ou hospital antigo, na qual um corpulento homem negro está recostado em travesseiros e empunhando seu avantajado membro em plena ereção. Ela entra em silêncio, de costas para o espectador do filme, despe a roupa toda (uma camiseta, uma jeans baixa e uma calcinha de algodão branca), caminha nua em direção à cama e, pondo-se de quatro sobre o homem, dá-lhe as costas e deixa-se empalar pelo enorme tronco roliço que a câmera mostra ir desaparecendo gradativamente entre suas coxas.

Ainda que tenha um corpo bem feito, de curvas voluptuosas, Valéria é miúda; custa-se a acreditar que ela seja capaz de admitir na vagina um sexo de cerca de vinte centímetros. Mas para a admiração do espectador, ela desce até acomodar-se sobre os testículos negros do homem. Apoiando-se em suas coxas musculosas, ela começa a cavalgar lentamente, exprimindo no rosto, os olhos semicerrados, um misto de dor e excitação. Ela passa longos minutos subindo e descendo em sincronia com as ondulações do homem até que o prazer supera flagrantemente a dor e, acariciando o baixo ventre, de olhos fechados, ela sussura "Gostoso... Assim... me abre... fode..."

A certa altura, o homem lhe dá tapinhas na coxa que fazem pensar que ele esteja na direção da cena. Ela pára, desempala-se dele e vai de joelhos para trás, em direção à sua cabeça. Quando ela chega à altura do rosto, ele força as suas costas fazendo-a baixar a cintura e mergulha a língua na vagina provocando-lhe um sobressalto. Em seguida, tomando o maciço membro dele nas mãos, Valéria introduz na boca a glande que parece maior que a sua boca. O homem a lambe vorazmente e ela o masturba enquanto tenta admitir o quanto lhe é possível da enorme verga negra na boca.

Eles se entregam durante alguns minutos a esse sessenta-e-nove, até que Valéria começa a agitar-se. Ela desaba sobre o rosto do homem, que a agarra pelas coxas e continua a sorver-lhe ruidosamente a vulva. Ela se contorce, grita, choraminga, geme, profere impropérios e agarra-se ao membro colossal, masturbando-o e copulando com ele, a boca escancarada. Subitamente, vê-se a sua cabeça recuar agilmente para dar lugar a um denso jato de esperma seguido de outros quatro que a atingem no rosto, cabelo e seios, arrancando gemidos de ogro do homem. Quando ele cessa de ejacular, novos tapinhas do sujeito em sua coxa e ela se dedica a recolher com os dedos e levar à boca o esperma que ela encontra em seu próprio corpo, terminando com uma limpeza minuciosa do membro encharcado, que ela lambe e suga ruidosamente até deixar limpo e brilhante.

Enquanto isso, o homem não cessa de lambê-la e e penetrá-la com os dedos, até que o esperado acontece: desencadeia-se em Valéria um violentíssimo orgasmo. Os espasmos e contrações minam-lhe as forças e ela parece titubeante. O homem então interrompe o sexo oral e empurrando-a em direção ao pé da cama, vai montá-la de mãos espalmadas em suas costas como se fosse pular carniça e começa a penetrá-la violentamente de quatro. Suas coxas dilatam-se com a contração dos músculos, mas não se nota nenhum esforço aparente enquanto ele sobe e desce ágil e rapidamente, penetrando-a na vertical. A câmera se detém por alguns momentos no rosto de Valéria, que se deixa possuir de olhos esbugalhados e boca entreaberta como se não acreditasse no que está lhe acontecendo.

O ângulo de filmagem muda para apresentá-los de perfil posterior. Valéria está de quatro na cama e o homem entregue a um movimento contínuo e ritmado, como se estivesse numa gangorra. Com os pés muito bem estabilizados, são suas enormes coxas que trabalham, mas a contribuição do peso do corpo é nítida a cada movimento descendente. O homem parece trotar na garupa de uma égua em pleno cio. Valéria agora soluça, o rosto contraído inundado de lágrimas, mas nota-se um estranho e mórbido sorriso em seus lábios distorcidos. Tem-se a impressão de que a única coisa que a mantém em posição é o desejo de que essa cópula animalesca não cesse. Sem mudar de posição, a câmera exibe os amplos testículos equinos do homem chocando-se contra o corpo bem feito mas frágil da babá da minha filha.

A série interminável de estocadas nessa posição tão invasiva acaba obrigando Valéria a entregar os pontos; ela desaba molemente sobre a cama e permanece praticamente imóvel, gemendo baixinho. Mas o homem continua a penetrá-la até começar a agitar-se, acelerar e, entre grunhidos, despejar em seu interior o que lhe resta de esperma.

Só então a câmera aproxima-se mais e confirma a suspeita do espectador. Encharcada e brilhante, a imensa tora negra desliza agora praticamente sem atrito, entrando e saindo do corpo de Valéria. Mas o homem não tarda muito a retirá-la já amolecida do orifício pulsante cuja borda irregular se mantém circular e aberta por alguns instantes, deixando entrever o interior liso de coloração rósea muito viva até voltar lentamente a fechar-se quase completamente. O ângulo de filmagem se fecha sobre orifício ainda pulsante, que a própria Valéria exibe num último esforço e do qual se vê brotar um fio caudaloso de esperma que escorre períneo abaixo, percorre a fenda e vai gotejar no lençol azul claro.

Ainda ofegante, o homem de mais de 1,90m e corpo talhado a cinzel deixa o cômodo tão mudo quanto esteve até então, abandonando sobre a cama o corpo extenuado de Valéria, que geme e soluça baixinho mas deixa escutar, entre soluços e vocábulos desconexos, as palavras: "Volta, seu puto... Volta... Sou tua... Sem você dentro de mim, eu não existo." A câmera se afasta e contra o fundo distante do corpo insaciável, os créditos escalam a tela, dentre os quais o nome de Valéria Rodriques.


Perplexa, voltei-me para Valéria que ressonava de cenho franzido e punhos cerrados. As cenas que eu acabara de ver me pareceram tão verossímeis que me perguntei se aquele não teria sido um evento real e não um filme idealizado por algum "autor". Decidi deixá-la dormir aqui em casa e adiar para o dia seguinte uma conversa séria e esclarecedora a respeito desse famoso DVD. Quando acordei, Valéria já estava brincando e rindo com a minha filha, com um ar tão inocente e puro quanto o dela.

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