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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Num Parque Londrino

Este relato é verídico. Ele me foi enviado por uma amiga que vive há alguns anos em Londres, que me pediu para apresentá-lo com o breve preâmbulo seu que se segue.

"Há alguns meses, pouco depois da volta às aulas, num parque onde tenho ido sempre correr durante esse final de estudos do meu privilegiado marido, assisti a um episódio que me impressionou a ponto de desejar registrá-lo. Como não tenho o talento de escritora, passei o que eu vi para o computador, da melhor maneira, e meu amigo Marc me fez não só a gentileza de transformar meus rabiscos em texto legível, mas de publicar o resultado em seu blog. É uma felicidade poder ler esse episódio narrado de um modo que me seria simplesmente inalcançável. Obrigada, Marc!


Luíza S. V.
Londres, janeiro de 2013"

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Dentro de uma clareira formada por um círculo de pinheirinhos baixos vi um casalzinho bem jovem sentado num banco, ela de saia escocesa plissada, blusa e meias soquete brancas, sapato boneca, o uniforme de uma escola do bairro; ele de jeans desbotada com a boca em frangalhos, uma camiseta Nike azul escuro e um par de tênis de couro amarelo, chamativo mas muito bem escolhido. A menina não era grande, me pareceu ter um metro e sessenta e poucos, mas tinha as coxas muito bem feitas, que eu via quase completamente porque, como eu mesma fiz, garota, e é de costume por aqui também, ela tinha enrolado a saia para encurtá-la e estava sentada de pernas entreabertas. Era bonita, com essa pele alva e rosto corado, extremamente saudável que se vê no próspero jovem europeu. Embora eu não conseguisse vê-los, imaginei seus olhos azuis. O cabelo, de um castanho claro quase alourado, estava negligentemente amarrado em rabo-de-cavalo bem frouxo. O rapaz era alto e magro, de cabelos curtos bem escuros, a pele tão clara quanto a da menina, o rosto tão corado e saudável quanto o dela. Formavam um casal muito bonito e sexy, beijando-se e acariciando-se sem parar. Isso me fez decidir ficar mais um pouco. Sem fazer o mínimo ruído, procurei um lugar onde eu pudesse ver sem ser vista.

Assim que comecei a observá-los com mais atenção, descobri que as coxas da menina estavam tão abertas que, de vez em quando, eu conseguia ver, na junção delas, bem no fundo, uma calcinha branca, que uma certa intimidade com o artigo me dizia ser uma string, a nossa "fio-dental". Eu disse conseguia porque, para vê-la, eu precisava esperar que um obstáculo saísse do caminho: a mão do menino que acariciava-lhe voluptuosamente a coxa, percorrendo-a do joelho para cima, tentando chegar à região oculta pela ínfima lingerie. Enquanto eles se beijavam, ela se contorcia sem parar, retesando as coxas sempre que a mão invasora subia e relaxando-as quando ela fazia o caminho inverso. Com uma mão pousada na coxa dele, os dedos dela estavam a milímetros da protuberância perfeitamente visível na calça dele. Eles se beijavam sem cessar e eu ouvia gemidos, gritinhos baixos e súplicas fingidas de "Stop it, please!" que ela fazia sempre que ele chegava ao local mais cobiçado de seu corpo e tentava uma invasão pelas laterais da calcinha. Mas ele insistia e investia sem cessar, a ponto de, em dado momento, agarrar a coxa da menina e puxá-la para cima de sua própria coxa, deixando-a numa posição francamente vulnerável. Por fora do meu short de lycra impecavelmente branco tive que me acariciar porque "ela" estava começando a ficar úmida e reclamava atenção. "Essa garota deve estar molhando muito mais do que eu e não vai agüentar tanta pressão!" pensei. E de fato, ela estava visivelmente agitada, como se tentasse preservar de toda maneira o seu último reduto mas, ao mesmo tempo, não desejasse perder um segundo daquele momento tão erótico. De coxas escancaradas, ela estava totalmente recostada no banco, enquanto fazia movimentos de cintura que acompanhavam as incursões do rapaz cada vez mais excitado. Sua respiração ofegante ampliava os movimentos do peito salientando-lhe os seios. Isso parece ter inspirado o menino a abrir os botões inferiores da blusa colegial e a percorrer sua barriga para ir massagear os seios por fora do sutiã. Ela pôs-se a ofegar ainda mais intensamente. Ele então lhe disse alguma coisa que não pude ouvir e, instantes depois, sua mão puxava o sutiã libertando os seios. Infelizmente a blusa não estava aberta; vê-los saltar para fora do sutiã teria sido uma visão extremamente sensual que levaria a excitação do menino ao céu.

A cena me agitou e quebrei um galhinho seco. A menina olhou imediatamente para os lados, como um esquilo assustado atento ao predador que espreita. Mas o rapaz a tranqüilizou com beijos e voltou a roubar sua atenção. A certa altura, ela permitiu que ele abrisse a blusa toda e pude ver sua mão passando de um seio a outro, envolvendo-os, medindo-os, premendo-os, roçando a palma nos bicos, beijando-os, talvez mordiscando-os. A menina quase sufocava de tesão e pânico, mas ele a beijava introduzindo a língua toda em sua boca. As pernas dela se agitavam, trêmulas, ela tentava se virar para o lado dele ou cruzá-las a fim de ocultar um pouco mais seu corpo, mas com uma coxa sobre a dele isso era impossível. Então ela se entregava por um momento, cansada e excitada ao mesmo tempo, deixando a cabeça pender para trás e, segurando a mão do rapaz, tentava evitar que ele lhe machucasse os mamilos que deviam estar muito intumescidos e sensíveis. Em todo caso, a tática da respiração ofegante (se é que foi uma tática) havia funcionado: ele trocou momentaneamente a exploração das coxas pela dos seios. A tal ponto que, em dado momento, ela conseguiu tirar a coxa de cima da sua para repousá-la no assento e enfim virar-se um pouco na direção desse amigo ousado ou namoradinho novo.

Do meu esconderijo, comecei a imaginar que, ao concordar em acompanhá-lo a uma parte deserta do parque, talvez ela tivesse subestimado aquele menino tão bonito, cujo rosto de feições delicadas bem poderia ter sugerido uma fragilidade que seu corpo decididamente não tinha. Ela não sabia mais o que fazer para evitar que ele fosse até o fim, mas estava tão tomada pela excitação que ia gradativamente perdendo o controle da situação. Ele reagia como um verdadeiro macho em luas de acasalamento, exigindo mais e mais, agindo por instinto e cegamente voltado para a satisfação de uma real necessidade. Ela não; ela tinha certamente os temores comuns às garotas da sua idade e – devia ter dezoito anos ou estar para completá-los – possivelmente um conflito quanto ao envolvimento maior com aquele rapaz, que o sexo consumado acarretaria. Eu a via entre a entrega total e a preservação de si, seriamente dividida entre o racional e o animal. Enquanto isso, ele continuava investindo, apalpando e sugando ora um ora outro mamilo e deixando-a em pânico febril. Pensei comigo que eu teria adorado ter tido um namoradinho inglês.

Eles passaram longos minutos nessa luta, findos os quais, após beijar ternamente cada seio, o menino, radiante de satisfação, permitiu que ela, já trêmula de excitação e com duas placas vermelhas no rosto alvo, que devia estar em chamas, subisse o sutiã e fechasse os botões da blusa, sempre olhando para os lados e para trás como uma corsa que tivesse um caçador ao seu encalço. Quando ela aprumou-se mais no banco, ajeitando o cabelo e sentindo-se mais recomposta, ele retomou sua mão e recolocou-a onde tinha estado antes, no alto da coxa, atraindo seu olhar para o local. De onde eu estava, podia ver nitidamente a mão pousada na coxa, resvalando com os dedos o volume que se destacava sobre o liso da calça. Por alguns segundos, ambos ficaram olhando para baixo e, vez por outra, o rapaz olhava a menina e dizia-lhe alguma coisa, para mim inaudível, que a fazia rir encabulada. Ele se havia recostado completamente no banco, de pernas estendidas, os braços soltos sobre o assento. Ela estava ligeiramente voltada para ele, olhando para a própria mão. Imaginei que ele a tivesse convidado a olhar seu membro duro e ambos estivessem a olhá-lo pulsar dentro da calça. Ela ria, olhando sem parar, mas não fazia nada. Ele cochichou novamente, beijando-a perto da orelha. Pude ouvir apenas uma entonação insistente, mas não as palavras. Ainda enquanto ele falava, ela foi timidamente deslizando sua mão por cima da protuberância, mas deixou-a lá, espalmada e imóvel. Pude ouvir o comentário: "Wow! Why is it so hard, Tommy?" ao que ele retrucou o que me pareceu ser algo como "Do you want to see it?" Ela quase não conseguiu reprimir um grito, mas o "No!" acabou saindo baixinho, misturado aos risos, e eles voltaram a beijar-se na boca. Então ela começou timidamente a afagar aquela massa viva, que devia estar aos pulos sob sua mão. Os afagos logo viraram apertos que em certos momentos pareciam gerar desconforto no rapaz; agora eram as pernas dele que se agitavam. Consegui entender que ele lhe explicou pacientemente alguma coisa, inclusive com gestos. Muito interessada, ela virou-se completamente para ele, acompanhando a explicação como se fosse a aula mais importante do ano. Ela riu e seu agradecimento foi um longo beijo na boca, durante o qual ela voltou a acariciá-lo, agora mais levemente.

Minha excitação era crescente diante daquela sucessão de cenas tão eróticas. O corpo dele, perfeito, forte, ao lado do corpo dela, tão bonito e pronto para recebê-lo mas ainda tão arredio criavam uma tensão que estava passando toda para mim, única espectadora. Eu me acariciava lentamente, sentindo a rigidez do clitóris e os lábios inundados do meu sexo, mas meu corpo se recusava a gozar antes que algo realmente acontecesse entre aqueles dois. Estávamos sozinhos e nenhum de nós três indicava ter a intenção de sair dali tão cedo. Estranhamente, meu parque londrino estava deserto naquele fim de tarde ensolarada.

Subitamente, ela passou um braço em volta do pescoço dele e, como uma amazona, montou-o, ficando sentada sobre suas pernas. Assim que se viu instalada e, como que encabulada pela iniciativa tão impulsiva e malabarística, ela voltou a atacá-lo com a língua na boca, impedindo-o de falar a cada vez que ele abria a boca. De meu ponto de vista, a cena redobrou de interesse. De joelhos no banco e muito ereta, a menina exibia quase inteiramente carne branca das coxas. Preocupada, ela tentava, com uma das mãos, puxar um pouco a saia para baixo, mas sem êxito porque estava enrolada na cintura. Acabou desistindo e pude ver o sombreado no interior das nádegas. Ah, se o namoradinho pudesse vê-la por todos os ângulos!

Eles se beijaram por alguns instantes. Ambos faziam os movimentos do sexo, ela talvez instintivamente, ele não. Ela devia estar praticamente montada naquela bola dura e pulsante; ele devia estar explodindo de excitação e talvez com algum desconforto, se eu me pautar pelos meus namorados, que eu via passar a mão por dentro da calça para acomodar o pau. Ela ia e vinha, esfregando-se sem parar, a sainha escocesa fazendo movimento de abano e, por baixo da borda, eu via a bunda ora expandir-se e quase ficar toda exposta e aberta, ora recolher-se coberta pelo tecido fino. Mas ele não conseguiu ficar muito tempo assim, dominado. Logo vi suas duas mãos percorrerem as coxas da menina e virem agarrar-lhe a bunda para puxá-la ainda mais para si. Ela tentou desvencilhar-se com as mãos, mas foi inútil; ele estava tão excitado que começou a puxá-la, forçando-a para baixo e esfregando-se nela. Pude ouvi-la gemendo enquanto se beijavam. Ela estava desvairada, ofegante. Aquilo não poderia durar por muito tempo dentro dos limites.

Passados mais alguns instantes, vi a menina empertigar-se e, sempre agitando-se, recuar um pouco. Ele acariciava suas coxas enquanto ela começou a mexer não sei o quê, que logo vim a descobrir tratar-se da calça dele. Em seguida, ela recuou quase num susto e, passando as mãos para trás, apoiou-se nos joelhos dele. "What’s wrong?", ele perguntou. "Nothing." foi a resposta. Mas ela foi chegando para trás, até sair completamente do colo dele e do banco, para ficar de pé, olhando a um metro de distância, estática. Foi então que pude ver, balançando logo acima da barriga branca do rapaz, sua parte mais íntima finalmente exposta, um pau duríssimo de cor ligeiramente mais escura que a barriga e que me pareceu não ter menos de dezessete centímetros.

Aturdida, ela olhou mais uma vez para os lados e para trás (inclusive na minha direção) antes de apertar o rosto e, tapando a boca, abafar um grito seguido de um riso grave mas frenético. Minha interpretação para aquela reação foi a de que era a maneira pela qual ela estava sendo incontrolavelmente levada a exprimir a alegria inconfessa que sentia por ter sido premiada com o me perninofeito. Com efeito, ele tinha tudo: era bonito, alto, forte, sexualmente desperto e, para completar o quadro, muito bem dotado! É óbvio que faltava maturidade e talvez compreensão à menina para verbalizar tudo isso, então ela reagiu assim, rindo e mal contendo um grito. A cena não durou mais do que alguns segundos, talvez um minuto. Enquanto eu olhava sorrindo para a menina que, de pé, rodopiava saltitando, o rapaz abriu os braços sobre o encosto do banco e continuou de pernas alongadas, exibindo negligentemente o sexo que surgia como um objeto estranho da abertura da calça. Com água na boca, eu estava em estado de semi-transe e fui obrigada a ficar de joelhos e descolar um pouco o short do corpo, para evitar molhá-lo. Eu estava toda melada e queria demais me masturbar até o orgasmo, mas precisava esperar o momento certo e descobrir até onde aqueles dois chegariam. Eu mesma fui ficando inquieta, imaginando que alguém pudesse chegar a qualquer momento.

Não me sinto lésbica, mas sempre fui capaz de admirar a beleza de pessoas do mesmo sexo. Além de de ser lindinha, essa menina tinha um corpo delicioso. Ela devia ficar toda prosa a cada vez que se olhava no espelho. Eu passava longos momentos trancada no quarto, admirando minhas próprias formas, imaginando para quem mostrá-las e a expressão dos meninos que eu premiaria com essa visão. Algumas vezes, quando estava muito apaixonada, eu gratificava um namorado com a visão do meu corpo nu, mas para isso, eu me preparava durante horas, escolhendo a calcinha e o sutiã que eu tiraria por último. No início, não havia sexo em perspectiva e os coitados eram obrigados e se satisfazer sozinhos, depois, em casa. Mais tarde, o strip terminava na cama e transávamos alucinadamente.

Fiquei imaginando como seria na praia, aquela menina entre os amigos e amigos dos amigos. Deviam ficar loucos diante dos seus seios, coxas e a bunda firme e bem feita, que ela ostentava sem nenhuma vulgaridade. A bunda da mulher inglesa é muito diferente da bunda da brasileira; é mais rasa e larga em vez de projetada e redonda. Meu marido não gosta, acha sem graça e prefere a bunda carnuda e empinada que nos é típica, mas eu me acostumei a gostar desse corpo mais discreto, a bunda pequena e bem feita da menina européia. E com esse jeito curioso, essa ingenuidade sapeca, eu me dizia que a menina que eu via ali descobrindo o corpo masculino iria longe com os homens e devaneei um pouco. Revi minhas próprias experiências, o dia em que fiz meu primeiro sexo oral, no balcão de uma casa, num dia de festa... Revi o dia em que deixei de ser virgem porque tinha que ser naquela escadaria, com aquele cara e não outro... Revi o dia em que transei com o primeiro homem adulto, um professor universitário... A menina que eu estava vendo em seus primeiros passos me pareceu ser, por assim dizer, uma das minhas e, por isso, tinha tudo para ser sexualmente feliz.

Esses pensamentos percorreram-me a mente enquanto ela estava ali, nervosa com o que tinha acabado de ver, contente mas, ao mesmo tempo, receosa de imagnar que talvez fosse aquele o corpo da sua "primeira vez". Do meu esconderijo, fiquei torcendo para que aquela não só fosse a sua primeira vez, como a vez mais completa possível. E mais: fiquei torcendo para que ela acontecesse ali mesmo, tendo-me por única testemunha.

Tapando os olhos com as mãos mas certamente olhando entre os dedos, a menina dizia "Hide it, you fool!", aflita com a mera possibilidade de que alguém passasse por perto da clareira. O menino anuiu e pude vê-lo, orgulhoso, rebater sua bela ferramenta para o lado e recobri-la com a cueca. O zíper da calça jeans deslizou em direção ao botão de latão que foi fechado a seguir e a menina tirou os olhos do rosto, ficando por um momento com os braços pendentes, a olhar para o rapaz, certamente deslumbrada, mas parecendo aturdida. Do meu posto, admirei suas pernas despontando da saia escocesa encurtada para a ocasião e pensei em todas essas garotas que vejo de minissaia e short curtíssimo pelas ruas da cidade, sem medo algum. Lembrei-me de mim, que não vivi toda a minha vida neste país de brumas, mas tão deliciosamente civilizado. No meu país ensolarado, mal pude usar saia fora do contexto escolar; os garotos eram sexualmente tão agressivos que o risco de constrangimento era grande. Aqui elas andam tão confiantes, até com essas roupas tão curtas! Como é breve essa adolescência de todas as descobertas importantes. Ainda sou jovem e, no entanto, a minha já passou. Por momentos, invejei a menina diante de mim.

Mas ela logo recomeçou a mover-se e fui chamada novamente à realidade. Ela avançou um pouco e, chutando os pés do rapaz para abrir-lhe as pernas e ficar de pé entre elas, começou a falar, baixinho, como é o hábito de todos aqui (isso deixa a voz linda e a fala muito bem articulada), e quase sem gesticular. Depois, deu um risinho e ficou parada diante dele durante alguns instantes. De repente, ela deu um giro rápido, sua saia levantou-se e foi assim que ela concedeu-lhe, num lampejo, a visão de suas partes mais íntimas. Ele ficou pasmo, olhando diretamente para a sainha que voltara a encobrir o alto das coxas. O que o terá impressionado mais: o minúsculo tapa-sexo da string, para o qual elas convergiam, ou a bunda rechonchuda e lindamente desenhada que, por menos de um segundo, passaram rodopiando diante de seus olhos? Percebi que, como toda menina, ela queria algo mais sutil para engrenar. Ele se levantou do banco e tentou abraçá-la. Ela se esquivou, recuando, depois deu-lhe as costas (ficando mais uma vez quase de frente para mim) fingindo ocupar-se com o cabelo. Ele então veio por trás e abraçou-a, envolvendo-lhe a barriga com força e puxando-a contra si. Ela tentou desvencilhar-se empurrando-lhe os braços com as mãos, mas era impossível, ele era muito mais forte. A sainha tinha subido tanto que eu podia ver completamente as coxas e, por vezes, a frente da calcinha. Ele pôs-se a balançá-la para um lado e para o outro, cochichando em seu ouvido coisas que a faziam rir em negações sucessivas. Ela certamente estava sentindo o sexo dele pulsar contra ela e adivinhando que ele não se daria por satisfeito enquanto ela não cedesse um pouco mais. E como toda mulher tem bom senso, foi o que aconteceu.

Como se um acordo tácito se houvesse produzido de repente, ele a pousou no chão e ela sentou-se imediatamente na borda do banco. Ele olhou em volta, olhou para ela com olhar indagador, ela fez que sim e ele aproximou-se. Eu já havia adivinhado tudo quando ela abriu-lhe o cinto. Ele soltou novamente o botão da calça, desceu novamente o zíper e, desta vez, baixou a calça e a cueca até o meio das coxas, deixando-me ver a bundinha branca e estreita extremamente sexy. Tive que mudar de lugar para vê-los mais obliquamente e logo a vi empunhando o vistoso membro claro enquanto ele jogava a cabeça para trás já suspirando de prazer. Passados alguns momentos, ele disse alguma coisa e ela começou lentamente a masturbá-lo, olhos nos olhos, como se procurasse confirmação, um tanto insegura quanto ao procedimento. Ele ajudou com a mão, para orientá-la a fazer direito, depois deixou-a livre. De pernas arqueadas e mãos na cintura, ele lhe oferecia sua ereção enquanto ela se concentrava na tarefa. Imaginei que ela fosse levá-lo ao orgasmo e que logo depois iriam embora. Para sorte minha, eu estava enganada.

O menino era extremamente resistente. Ela o masturbou por cerca de três longos minutos, vendo-o gemer e ouvindo-o murmurar coisas ininteligíveis. Ela também dizia coisas, com entonação admirada. Em dado momento, ele retirou carinhosamente a sua mão e continuou a falar. Ela me pareceu não concordar de saída, mas ele insistiu muito e, por fim, com uma expressão resignada, ela o deixou aproximar-se e oferecer-lhe a volumosa cabeça vermelha a centímetros dos lábios. Vendo-a sem reação, ele insistiu mais um pouco, até que ela olhou para cima, indecisa, mas acabou empunhando o membro e tocando-o timidamente com a língua, não sem antes passar os dedos pela cabeça para secá-la um pouco. Toda menina faz isso em suas primeiras felações, quando a idéia do contato dos líquidos com a boca ainda é repulsiva. A cena me excitou tanto que senti que meu próprio líquido ia descer pelas coxas. Morrendo de medo de ser vista, dei um jeito de baixar o short e a calcinha para espalhar o sumo pela área depilada. Mas o tesão era tamanho que acabei resolvendo me arriscar e ataquei meu clitóris, prevendo que o desfecho estaria para acontecer.

Quando voltei a olhá-los, a menina já estava com outra expressão, olhando sorridente para o namoradinho e empunhando sem medo o seu sexo todo duro. E para minha maior surpresa, nesse exato momento ela pôs-se a lambê-lo. Ele fora bem persuasivo! pensei comigo mesma. Nunca esquecerei desse quadro insólito em cenário idílico: o jovem semideus diante da ninfa que sorridente empunha-lhe o vigoroso membro vibrante no interior de um círculo de pinheiros que os separa do mundo. Eu não queria perder um segundo daquele episódio. Os gemidos me fizeram redobrar de excitação e intensificar minha própria masturbação. Ver a menina admitindo gradativamente o pau que lhe invadia a boca me aturdiu e encheu de desejo. Em minutos, ela estava literalmente entregue a essa que pode muito bem ter sido sua felação inaugural. Com as mãos na cintura e olhando para baixo, ele contemplava o vaivém do rostinho bonito e concentrado, a boca muito aberta e os lábios projetados deslizando pelo corpo grosso e rijo, e deliciava-se com a sensação da mão que acariciava-lhe as coxas, chegando à lateral da bundinha estreita, branca e lisa como a de um bebê. O parque estava imerso em silêncio e eu podia ouvir o ruído molhado a cada vez que a cabeça saía daquela boca inexperiente, agora ávida. Os vaivéns se aceleraram combinando-se aos dela quando ele pos ambas as mãos em sua cabeça, sincronizando-os. Ela grunhiu um pouco em reação, mas logo adaptou-se ao novo ritmo. A respiração dele foi ficando ofegante e adivinhei uma certa apreensão porque, muito provavelmente, ele não se dera tempo de conversar com ela sobre o que eles fariam no final. Ela continuava a chupar como se aquilo pudesse durar por horas a fio. Salivando bem e cada vez mais desinvolta, ela parecia visivelmente maravilhada com a manipulação daquele corpo tão rígido e vivo pulsando em sua mão. De repente, ele anunciou gemendo que ia gozar, tentou reassumir o comando da masturbação, mas a intensidade o venceu, ele levou as mãos à barriga e ela só teve tempo de envolver a glande que pôs-se a verter jatos. Do meu posto, eu via a cintura dele ser bruscamente impelida para frente pelos espasmos, uma, duas, três, quatro vezes, cinco vezes, enquanto ela tentava inutilmente "acalmá-lo" com uma mão em sua coxa. Quando os espasmos foram cedendo, pude ver a quantidade de esperma expelido. O menino, completamente curvado para trás e apoiado com as mãos na própria bunda pedira que ela não parasse e ela continuava a masturbá-lo lentamente. Embora ela já tivesse sacudido a mão uma vez, eu podia vê-la encharcada deslizar pelo membro que o sol de fim de tarde fazia reluzir.

Em seguida, foi minha vez de ouvir os ouvidos zumbirem e ver estrelas, tomada por um orgasmo intensíssimo que me levou a preencher meu sexo encharcado com dois, depois três dedos, enquanto esfregava furiosamente meu clitóris jurando que meu marido nerd não me escaparia naquela noite. Tive que me sentar um pouco em um banco até que a cabeça parasse de girar, a firmeza voltasse às pernas e a paisagem retomasse suas cores.

Quando me senti recomposta, certa de que nada transparecia em minha roupa e pronta para reaparecer ao mundo, passei, agora caminhando e sem me esconder, ao lado do casalzinho, que ainda estava lá, agora conversando e beijando-se ternamente, como quando topei com eles na clareira. Torci para que eles aprofundassem essa relação tanto em sexo quanto em afeto, e que tivessem muitas, muitas experiências como aquela que eu acabara de presenciar como participante oculta.

Luíza S. V.




Um comentário:

  1. Que maravilha de episódio de vida! Estudei numa boa escola do Rio e tive a sorte de ser adolescente numa época em que lugares como o Jardim Botânico, o Parque Lage e até certas praças ainda eram palcos possíveis de experiências como essa que você narra e que vivi com muita intensidade. Obrigada, Luíza, por ter me feito sonhar com esse parque Londrino e relembrar a melhor fase da minha vida.
    Estrela da tarde

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